Há pouco mais de cinco anos um magistrado foi assassinado na cidade de Vila Velha/ES e imediatamente, como era de se esperar, a notícia tomou conta da mídia nacional e o governo do Espírito Santo, através de suas polícias, "agiu rápido” executando prisões sem o "devido respeito aos direitos daqueles que foram detidos". Na época, e até hoje, poucos aceitavam falar sobre uma possível ligação existente entre o homicídio do magistrado com outro homicídio, o de um advogado ocorrido em 2002, também em Vila Velha/ES, já que a palavra de ordem para aquele momento era "COMBATER" o "tão bem estruturado Crime Organizado" capixaba.
Enfim, os que executaram o Juiz foram presos, porém os mandantes estão por aí e ninguém se atreve a fazer nada.
Suspeitos de terem intermediado as transações para o extermínio do magistrado, dois sargentos da Policia Militar foram presos, processados e condenados, tendo sido inclusive excluídos da Corporação à época do fato. Passados dois anos da condenação e exclusão os Sargentos eles estão de volta ao trabalho na PM, na mesma graduação que possuíam na época em que foram excluídos. O retorno dos militares deveu-se ao fato de todos os procedimentos instaurados acerca da morte do Magistrado terem sido anulados, pois nos autos do que virou um PROCESSO havia provas que foram obtidas de forma ilegal e, sendo assim torna-se evidente que estas provas acabaram por causar a nulidade do processo ora em curso, e por conseguinte do julgamento realizado.
Durante as investigações ocorreram ainda as prisões de um juiz de direito, de um coronel da PM e de um investigador da polícia civil, sendo que destes três somente o juiz foi julgado, isto há menos de um mês (onde estava a mídia marrom?). Este julgamento a mídia fingiu, convenientemente, é claro, que não existiu. O coronel e o policial civil sequer foram julgados e ainda conseguiram um habeas corpus quando recorreram em Brasília. Quanto àquela prova que anulou o processo e o julgamento dos sargentos, tratava-se de uma interceptação ilegal feita na Rede Gazeta de comunicações, TV e rádio, sendo que um fato causador de grande estranheza neste episódio foi o de um editor chefe da Rede Gazeta, agora integrante da diretoria daquele meio de comunicação, ter feito um discurso inflamado, à época dos fatos, alegando que grampear um meio de comunicação de forma ilegal era um ato desprezível que nos remetia aos tempos da ditadura no Brasil. Mais estranheza houve quando a Rede Gazeta concordou em destruir todas as mídias que continham material interceptado de forma ilegal, dificultando sobremaneira qualquer tipo de investigação que pudesse ocorrer no futuro acerca do assunto.
Diante do aqui exposto deixo os questionamentos que seguem:
Quem foi o mandante da morte do magistrado em questão? Já que o processo instaurado naquela ocasião foi considerado nulo e ninguém mais fala no assunto?
Por qual motivo o juiz morreu?
Será que a democracia não precisaria de uma reformulação em seus pilares?
Por qual motivo a Rede Gazeta indignou-se no início do da "descoberta" do grampo ilegal e, posteriormente, aceitou destruir todo o material que fora interceptado ilegalmente?
Alguém acha coerente, PARA A SOBREVIVÊNCIA DO REGIME DEMOCRÁTICO, o governo subsidiar meios de comunicação repassando anualmente um valor (LEGALMENTE INSTITUÍDO) conhecido como VERBA DE IMPRENSA, valor este oriundo dos cofres públicos.
Que democracia vai existir em um país onde o governo decide se um meio de comunicação “vive ou morre”?
Pra quem não sabe a Rede Gazeta, em 2004, teria recebido cerca de 140 milhões de reais do governo estadual (conforme legislação específica) através da chamada verba de imprensa.
Obs.: Caros senhores e senhoras! Sejamos um pouquinho inteligentes. Alguém lembra da EXECRAÇÃO a que foi submetido, em seu mandato, o então Governador José Ignácio Ferreira por ter "DIFICULTADO" o repasse da famosa verba de imprensa para a Rede Gazeta.
O excelentíssimo Sr. Governador foi “massacrado” no Bom dia Espírito Santo.
Por acaso alguém se lembra quem era o apresentador do Bom Dia naquele ano?
Pensem acerca e..., divulguem.